Benefícios do DHA

Estudos dos efeitos metabólicos dos ácidos graxos ômega 3, em especial o DHA, concluem que esses compostos podem ter mais benefícios para o nosso organismo além dos que já conhecemos. Foi descoberto agora que atuam na prevenção de doenças do fígado.

A pesquisa, feita por cientistas da Universidade do Estado de Oregon e outras instituições, foi uma das primeiras de seu tipo a usar metabolômica, uma análise de metabólitos que refletem os efeitos biológicos de ômega 3 no fígado. Foram pesquisados também os danos sofridos pelo fígado frente à dieta ocidental, que cada vez mais está relacionada à inflamação do fígado, fibrose, cirrose e, por vezes, insuficiência hepática. Os resultados foram surpreendentes, dizem os pesquisadores. A suplementação com DHA gerou mudanças expressivas observáveis no metabolismo de carboidratos, proteínas e aminoácidos, bem como no metabolismo lipídico.

Os resultados dos estudos indicam que suplementar com DHA é uma maneira de prevenir os danos do fígado causados pela dieta ocidental, que, geralmente, é baseada em um consumo excessivo de carne vermelha, açúcar, gordura e grãos processados. A pesquisa foi publicada na revista científica online PLoS One.

“Ficamos impressionados com a influência do ômega 3 e dos ácidos graxos (como o DHA) no organismo”, disse Donald Jump, professor da faculdade de OSU de Saúde Pública e Ciências Humanas. “A maioria dos estudos sobre esses nutrientes indica efeitos sobre o metabolismo lipídico e inflamação. Nossa análise metabolômica indica que os efeitos do ômega 3 vão além disso e inclui o metabolismo de carboidratos, aminoácidos e metabolismo das vitaminas”, acrescentou.

Recentemente, o ômega 3 tem sido objeto de pesquisa e muitas vezes com resultados conflitantes. As possíveis razões para as contradições são as quantidades de suplementos usados e a abundância relativa de dois ômega 3 comuns – DHA e EPA. Estudos em OSU concluíram que o DHA tem mais capacidade, quando comparado ao EPA, para prevenir a formação de metabolitos prejudiciais. Verificou-se que a suplementação de DHA reduziu até 65% das proteínas envolvidas em fibrose do fígado.

Os estudos foram realizados com animais de laboratório, que receberam um nível de suplementação de DHA equivalente a cerca de 2 a 4 gramas por dia, para uma pessoa de estrutura mediana. Na dieta, as fontes mais comuns de DHA são os peixes com mais teor de gordura, como salmão, cavala ou sardinha.

“Muitos estudos são feitos sobre doenças hepáticas, e estamos apenas começando a explorar o potencial do DHA na prevenção ou no retardamento da progressão da doença”, disse Jump, que também é pesquisador no Instituto Linus Pauling da OSU.

Tanto o diabetes quanto as doenças hepáticas aumentam de forma constante no Estados Unidos. Para Junmp, “o óleo de peixe, um suplemento comumente usado para fornecer ômega 3, normalmente não é prescrito para regular os níveis de glicose no sangue em pacientes diabéticos, mas nossos estudos sugerem que o DHA pode reduzir a formação de metabolitos de glicose nocivos associados a complicações diabéticas”.

A Fundação Americana do Fígado estimou que cerca de 25% da população do país, e 75% dos que são obesos, têm doença hepática gordurosa não alcoólica (esteatose hepática). Isso pode evoluir para esteato-hepatite não alcoólica, cirrose e câncer. Esse estudo estabeleceu que o principal alvo de DHA no fígado é o controle da inflamação, o estresse oxidativo e fibrose, que são as características mais graves dos problemas hepáticos.

Fonte: Essential Nutrition

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